OS ESTIGMAS DO MESMO AMOR
“O amor é forte como a morte”, diz o Cântico dos Cânticos. Tão forte que, quando se manifesta, desinstala o ser humano por inteiro. Leva-o a tomar decisões e a palmilhar caminhos até então impensados. O amor infunde transformações. Instaura um novo modo de ser, de andar e de ver a si, o outro e o mundo. Torna familiar quem, até então, era desconhecido.
Francisco de Assis sentiu-se visitado e transformado pela força do amor, o Divino e Fiel Amor. E, para agradecer tamanha dileção divina, cultivou em si os mesmos sentimentos do Amor que o amava. Passou seus dias buscando assemelhar-se ao Amor Divino, ao modo de ser e de manifestar-se do Amor Divino. Amou o que não era amado. Amou tudo e a todos.

Nessa busca, Francisco tornou boa notícia a mensagem de Deus para a humanidade. Honrou e a universalizou Assis, o lugar onde nasceu. O tempo, o mais implacável dos ladrões, não conseguiu apagar-lhe a memória, tão forte era o Amor Divino que deixava transparecer. Os sinais desse amor? Os mesmos estigmas do Mestre do Amor, Jesus Cristo, a quem seguiu com fidelidade até o fim.
Frei Claudino Gilz